quarta-feira, 21 de novembro de 2012

BRASIL, GUERRILHA, E TERRORISMO





Este vídeo é para as novas gerações que não conheceram a realidade dos anos 1968 a 1972, e se acostumaram com a propaganda comunista ensinada nas escolas, na mídia, na cultura, na música, no teatro, na TV. Artistas, intelectuais, atores de TV, jornalistas de grandes jornais e políticos foram formados pela propaganda comunista pacientemente empregada naquilo que se chama Revolução Cultural, o gramscismo, a doutrina comunista  de  Antonio Gramsci, líder do PC da Itália na década de 30 do século XX. Por esta doutrina o comunismo não chegaria ao poder através da guerrilha, ou da luta armada, mas pela persuasão suave, pela educação, pela cultura, pelos movimentos grevistas com a ajuda da Igreja Católica, aquela vendida ao comunismo. Todos estes usaram e ainda usam a língua mentirosa de que eles pretendiam a democracia no Brasil. Mas  que democracia? A "democracia" cubana? 





segunda-feira, 19 de novembro de 2012

LA BIBLIA DESENTERRADA








PARTE 1



PARTE 2


PARTE 3



PARTE 4






Resenha de João Antolino

 A BÍBLIA DESENTERRADA

                                        

LIVRO: A BIBLIA NÃO TINHA RAZÃO
AUTORES: ISRAEL FINKELSTEIN E NEIL ASHER SILBERMAN
EDITORA GIRAFA, SÃO PAULO, 2003

A Bíblia não tinha razão? Isso é que dizem Israel Finkelstein, e Neil Asher Silberman, autores desse intrigante livro que analisa uma série de pesquisas arqueológicas feitas na Palestina nos últimos anos. O interessante é que ambos são de origem israelita, o que em princípio nos leva a pensar que eles analisam o assunto sem que os óculos da ideologia e a pressão psicológica do chauvinismo patriótico os influenciem. Depois, ambos têm currículo e autoridade para dizer o que dizem. O primeiro dos autores realizou estudos no campo da arqueologia da Palestina, foi Diretor do Instituto de Arqueologia Sonia e Marco Nadler, ambos da Universidade de Tel Aviv, Israel, de 1996 a 2002, e participou como co-diretor das escavações das ruínas de Megido. Em 2005 assumiu como titular a Cátedra Jacob M. Alkow de Arqueologia de Israel nas Idades do Bronze e do Ferro da mesma Universidade, e ganhou o prêmio Dan David, atribuído aos profissionais de Arqueologia. Neil Asher Silberman é Diretor de Interpretação Histórica do "Ename Center for Public Archaeology and Heritage Presentation", na Bélgica.

No original o livro se chama A Bíblia Desenterrada: Uma Nova Visão Arqueológica do Antigo Israel e da Origem de seus Textos Sagrados. No Brasil foi publicado com o título “A Bíblia Não Tinha Razão,” pela editora A Girafa, São Paulo, 2003.

Segundo seus autores o livro foi pensado durante oito anos antes de ser publicado. O que mostra a responsabilidade com que eles encaravam a tarefa de publicar um livro tão polêmico, sobre um assunto tão controverso, que é a historicidade do Velho Testamento.
As perguntas básicas feitas pelos autores são: Houve realmente um êxodo? A conquista de Canaã pelos israelitas fugitivos do Egito ocorreu da forma como é descrita no livro de Josué? Davi e Salomão foram realmente grandes reis que governaram uma nação unificada e próspera como registra os Livros dos Reis? Essas questões, que antes eram discutidas em círculos muito restritos, quase sempre religiosos, modernamente ganharam a mídia e têm sido objeto de interesse dos mais diversos círculos intelectuais e acadêmicos. Isso porque, sustentam esses estudiosos, não é possível entender a questão do Oriente Médio( nem resolvê-la) se não se aprofundar o debate sobre a historicidade da Bíblia, já que ela fundamenta uma série de crenças e motivações que sustentam a estrutura sócio-política da região.
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Os autores sabem que esse debate é, antes de tudo, ideológico. Por mais que se diga que religião não deve ser tema de discussão, não é possível se abster de discutir um assunto que tem implicações tão graves no panorama da paz mundial. Por isso, dizem os autores: "Apesar das paixões suscitadas por este tema, nós acreditamos que uma reavaliação dos achados das escavações mais antigas e as contínuas descobertas feitas pelas novas escavações deixaram claro que os estudiosos devem agora abordar os problemas das origens bíblicas e da antiga sociedade israelita de uma nova perspectiva, completamente diferente da anterior". Assim, a proposta do livro é apresentar evidências que sustentam esta afirmação e reconstruir uma história do antigo Israel bem diferente das habituais, deixando aos leitores, o julgamento das suas conclusões.

A ideia defendida pelos autores é a de que a Bíblia (Velho Testamento) foi um produto da reforma religiosa feita pelo rei Josias no século VII AC. Resultou de uma compilação de memórias, lendas, contos e outras informações que circulavam na época. O núcleo histórico dessa obra, realizada pelos rabinos israelenses, a mando do rei Josias, foi o Deuteronômio. Nesse caso, ela seria tão histórica quanto a Iliada e a Odisséia de Homero, ou as lendas do Rei Arthur.
Segundo os autores, a saga histórica do povo de Israel ― Deus chamando Abraão e ordenando sua imigração para Canaã; a história de sua família, seus filhos Isaac e Ismael; seus netos Esaú e Jacó, a imigração para o Egito; a libertação miraculosa da escravidão no Egito, a conquista da Palestina realizada por Josué, o advento dos Juízes, a ascensão e queda dos reinos de Israel e Judá ― nada disso aconteceu da forma como foi relatada na Bíblia, nem foi uma saga orquestrada por Deus, mas sim um brilhante produto da imaginação humana. Segundo os autores, a Bíblia foi concebida no espaço de duas ou três gerações, a cerca de dois mil e seiscentos anos atrás, no reinado do rei Josias, em Jerusalém, com o objetivo claramente politico―ideológico de fundamentar as reivindicações do reino de Judá sobre os territórios palestinos que os israelenses julgavam serem seus por direito.

Os autores sustentam que sua visão é proveniente das recentes descobertas arqueológicas, que segundo eles, "revolucionaram o estudo do Israel primitivo e lançaram sérias dúvidas sobre as bases históricas das tão famosas histórias bíblicas como as peregrinações dos patriarcas, o Êxodo do Egito, a conquista de Canaã e o glorioso império de Davi e Salomão.” Assim, pretendem os autores contar "A história do antigo Israel e o nascimento de suas escrituras sagradas a partir de uma nova perspectiva, uma perspectiva arqueológica, separando a histórica da lenda.”
Explicam que o seu trabalho resultou de uma comparação feita entre a narrativa bíblica e os dados arqueológicos coletados nas últimas décadas. O resultado foi a descoberta de uma relação complexa e fascinante entre o que realmente aconteceu na Palestina durante o período bíblico e os acontecimentos narrados na Bíblia. E com base nessas informações concluem que a maior parte do Pentateuco é uma criação da monarquia judaica, elaborada em defesa da ideologia e necessidades do reino de Judá. Daí a conclusão que a Bíblia foi resultado de uma compilação feita no tempo do rei Josias [640-609 AEC], para oferecer uma legitimação ideológica para ambições políticas e reformas religiosas específicas, promovidas por aquele rei.

Isto não quer dizer que os fatos narrados na Bíblia não tenham ocorrido e que antigo Israel não tenha uma história genuína. Todavia, o relatos bíblicos devem ser comparados com os achados arqueológicos e complementados pelos testemunhos extra bíblicos. E quando isso acontece se vê que a história verdadeira “se afasta dramaticamente da familiar narrativa bíblica”, segundo afirmam os autores.

De acordo com os dados arqueológicos, eles mostram as inconsistências existentes nas tradições patriarcais, por exemplo. Apontam inconsistências históricas, como a presença de caravanas de camelos no tempo de Abraão (esses animais só foram domesticados mil anos depois) e a presença de filisteus na época dos patriarcas, quando esse povo só aparece na Palestina muitos séculos depois. Isso mostra que as narrativas patriarcais são inserções muito posteriores à época de Moisés, que não as poderia ter escrito. Assim, a sequência histórica das raízes do povo de Israel é uma saga bem montada, mas inverídica, pois ela, em seu conteúdo histórico-sociológico e filosófico reflete ideias, ambientes e acontecimentos ocorridos no período assírio-babilônico, ou seja, a época do rei Josias.
Com relação ao êxodo, os autores questionam sua validade histórica. Quer dizer.: ele não ocorreu como a Bíblia o descreve. Embora sem uma prova definitiva, sustentam que a imigração israelense para o Egito tem muito mais probabilidade de ser a chamada invasão dos hicsos, povo semita que ocupou o Egito entre os séculos XV e XVI AC. Não se encontrou, até agora, qualquer prova arqueológica da presença israelita no Egito no período mencionado na Bíblia, o que é estranho, pois os egípcios costumavam manter em dia seus registros históricos. Já as descobertas feitas em Tell ed-Daba [a antiga Avaris, capital dos hicsos] constituem evidência de uma longa e gradual ocupação de povos cananeus no delta e uma convivência pacífica com os egípcios até a época de Amósis, o faraó que os expulsou, por volta de 1570 AC.

A data aproximada do Êxodo, segundo a Bíblia, estaria em torno de 1290 -1163 AC. Essa informação é obtida a partir da informação bíblica, segundo a qual os israelitas ergueram as cidades de Pitom e Pi-Ransés. O primeiro faraó de nome Ransés reinou entre 1290 -1292 e o último entre 1194 a 1163 AC. Assim, se os israelitas ergueram aquela cidade para um faraó com esse nome, então o Êxodo só poderia ter ocorrido no intervalo de tempo acima citado. Entretanto, esta data não coincide com aquela que geralmente se aceita para a expulsão dos hicsos (1570 AC). Porém, segundo a inscrição da estela de Merneptah, o povo de Israel já habitava a Palestina na época do seu reinado (1213-1203), pois segundo esse faraó, Israel foi um dos povos devastados por suas tropas numa incursão militar que ele fez pela Palestina.

Mas quem eram estes semitas presentes no Egito  e que trabalharam na construção de cidades? E que 'Israel' é este da estela de Merneptah? Ainda não há respostas definitivas para estas perguntas. E mais: um êxodo em massa teria sido possível na época de Ramsés II? perguntam os autores.

Em seguida apontam outras evidências da impossibilidade de um êxodo dessas proporções ter acontecido naqueles tempos referidos pela Bíblia. Uma delas é o fato de que, naquela época, a fronteira do Egito com Canaã era severamente controlada pelo exército egípcio, como provam as inúmeras fortalezas desenterradas no local. Por outro lado, não se encontraram sinais de ocupação em quaisquer outras rotas que demandam pelo deserto do Sinai, para sugerir que um tão grande contingente de pessoas (mais de seiscentas mil, segundo a Biblia) teria habitado nessa região nesse tempo. Por outro lado, em nenhuma das localidades mencionadas no Êxodo (Kadesh-Barnea ou Ezion-Geber, Tel Arad, Tel Hesbon Edom.) foram encontradas evidências da passagem dos israelitas por lá. Sempre se conservam essas evidências na forma de restos de cerâmica, cemitérios, ossos de animais etc. Convém considerar, também, que as narrativas bíblicas do êxodo jamais mencionam o nome do faraó que os israelitas enfrentaram, o que é no mínimo bem estranho para uma narrativa de caráter épico como o Êxodo. 

Os autores admitem que os locais mencionados na narrativa do Êxodo são reais. Alguns eram bem conhecidos e aparentemente estavam ocupados em épocas mais antigas e em épocas mais recentes - após o estabelecimento do reino de Judá, quando a narrativa bíblica foi pela primeira vez escrita. “Infelizmente” dizem os autores, “para os defensores da historicidade do Êxodo, estes locais estavam desocupados exatamente na época em que aparentemente eles exerceram algum papel nas andanças dos israelitas pelo deserto" .
Dessa forma os autores acreditam que a memória da invasão e expulsão dos hicsos era conservada pelos cananeus como uma história de confronto, vitória e libertação final do povo cananeu do Egito. Por consequência, Israel, sendo o herdeiro dessa memória, a usará para compor uma epopeia heroica .

Quando, no século VII AC, Psamético I, faraó do Egito e Josias, rei de Judá, entraram em confronto para ocupar o espaço deixado pela Assíria na região da Palestina, essas memórias foram apropriadas pelo rei de Israel para unificar o reino. O conflito degenerou em guerra aberta, na qual o faraó Necao, após derrotar as forças israelenses, invadiu o país e levou para o Egito a Arca da Aliança. Esse evento está descrito na Bíblia e foi a última vez que se ouviu falar nesse sagrado artefato dos israelitas, símbolo da aliança de Israel com Jeová. Disso tudo os autores concluem que o confronto entre Moisés e o faraó reflete a luta entre o jovem rei de Israel e o recém-coroado faraó Necao, o que significa que o Êxodo, na verdade, embora não seja um fato histórico, também não pode ser considerado uma ficção literária, já que se baseou num acontecimento real: a guerra entre Israel e Eito, travada no ´seculo VII AC.

Quanto à conquista de Canaã, as Cartas de Tell el-Amarna mostram um território bem diferente daquele registrado no livro de Josué, ou seja, a região toda era uma província egípcia, governada por representantes egípcios nomeados pelo faraó. Eram, em sua maioria, aldeias e vilarejos insignificantes, com pequenas ou até sem guarnições militares, geralmente sem a proteção de muralhas. A Bíblia fala de grandes cidades muradas e exércitos fortes e numerosos, lutando contra Israel, e não raras vezes, o próprio Jeová tinha que intervir em favor dos israelenses, como na luta contra os amorreus( O sol se imobilizou no céu) e no cerco de Jericó, quando as muralhas daquela cidade ruiram ao som das trombetas israelenses. 

O Livro de Josué não faz qualquer reminiscência ao domínio egípcio na região, o que mostra que a conquista da Palestina pelos israelitas não ocorreu nem da forma, nem na época que a Bíblia menciona. Acresça-se que nessa época o Egito estava em conflito com o império hitita, e as batalhas entre os dois grandes reinos ocorreram principalmente em terras palestinas. Nada disso é mencionado na Bíblia, embora esse tenha sido o mais importante conflito da época.

Na verdade, o ambiente e a geografia palestina descritos no livro de Josué correspondem exatamente aos existentes no século VII AC. Daí os autores concluem que as conquistas de Josué são, de fato, as conquistas de Josias, que foram romanceadas para dar aos israelenses uma aura de heroísmo na qual eles pudessem fundamentar a sua fé e justificar as suas pretensões territoriais.

Outra constatação: o povo de Israel não foi formado a partir da família de Abraão, imigrado de Ur dos caldeus. Na verdade, os israelitas sempre foram habitantes nativos de Canaã tanto quanto os outros povos citados na Biblia, que Israel combateu: amorreus, jebuzeus, amonitas, amalequitas, ismaelitas, etc. Formavam, no inicio, grupos pastoris nômades, que tocavam seus rebanhos de pasto em pasto, só começando a se fixar em pequenas aldeias por volta de 3500 Ac. Aos poucos eles desenvolveram uma identidade étnica própria, da mesma forma que os povos acima citados. No início nem cultuavam um só Deus, e mesmo depois de terem adotado o monoteísmo (provavelmente inspirados pela revolução religiosa do faraó Akhenaton +- 1367 AC) muitas vezes voltavam ao politeísmo. Essas recaídas encontram-se registradas na Bíblia e foram objeto de muitas queixas dos profetas, sendo inclusive invocadas como justificativa para as derrotas que os israelitas sofriam nos campos de batalha e até pelas desgraças que ocorriam na terra palestina.
A esse respeito concluem os autores: “A emergência de Israel primitivo foi uma consequência do colapso da cultura cananéia, não a sua causa. E a maior parte dos israelitas não veio de fora de Canaã – eles emergiram de dentro desta terra. Não ocorreu um êxodo em massa do Egito. Não houve uma conquista violenta de Canaã. A maior parte das pessoas que formaram o primitivo Israel eram moradores locais – as mesmas pessoas que vemos nas montanhas nas Idades do Bronze e do Ferro. Os israelitas primitivos eram – ironia das ironias – eles mesmos originariamente cananeus!"

Uma outra questão interessante é levantada pelos autores em relação ao período monárquico, sobre as figuras de Davi e Salomão. A época desses reis, segundo a Bíblia, foi a mais gloriosa vivida por Israel. Davi é considerado o unificador do reino israelita, e Salomão o que lhe deu o maior período de glória. Mas terá sido assim mesmo? Davi e Salomão realmente existiram? E se existiram, foram de fato reis tão poderosos como a Bíblia declara?

Para Finkelstein e Silberman há sérias controvérsias a esse respeito. Seus estudos demonstram que o território israelense, no período atribuído a Davi e Salomão permaneceu pouco desenvolvido, era escassamente habitado e francamente isolado dos centros urbanos da época. Não há sinais de grandes construções, ou portentosas obras de engenharia, como as que a Bíblia atribui a Salomão. A própria Jerusalém, que é descrita como uma cidade faustosa, era, no século X AC, época que segundo a Bíblia esses dois reis teriam vivido, um pequeno vilarejo perdido nas montanhas. Isso é o que mostram as escavações feitas no local. E o resto de Judá não teria, nessa época, mais que 20 pequenos povoados. Não havia portanto, um reino suntuoso e rico, como aquele descrito nos textos sagrados para os tempos de Salomão.

Assim, do glorioso reino de Salomão nada foi encontrado. E as grandes ruínas dos pórticos de Megido, Hazor e Gezer, bem como os famosos estábulos que os arqueólogos desenterraram, e que antes eram atribuídas a Salomão, sabe-se hoje que são da época de Acad, Amri e sua rainha Jesebel, reis de Israel entre 842- 720 AC, e que na Bíblia são tratados como grandes vilões. Essa afirmação vem do fato de que o estilo arquitetônico dessas construções só começou a ser usado nessa região a partir do século IX AC, um século depois da morte de Salomão.

Quanto á existência histórica de Davi e Salomão, os autores não opõem dúvidas. A casa de Davi é citada num fragmento de inscrição datado do século X, encontrado em Moabe. Todavia, eles questionam a extensão e o esplendor de seus reinos, salientando que tudo indica que não eram nada do que a Bíblia descreve. Pelo menos, nada que possa ser comprovado documentalmente.

A conclusão é que quando os autores do Deuteronômio escreveram sua obra no século VII AEC, Jerusalém já tinha todas as estruturas de uma sofisticada capital monárquica. E foi o ambiente desta época que serviu de pano de fundo para a narrativa de uma mítica idade de ouro, que nunca existiu. Josias precisava de uma estratégia para unificar os israelenses. Pela política e pela força militar parecia impossível. Então seus rabinos elaboraram uma inteligente teologia, fundamentada numa grande e sagrada saga, urdida pelo próprio Deus do país. De Abraão a Davi e Salomão, Israel ganhou uma história, um Deus e uma doutrina para ligar para sempre o destino de todo o povo israelita.

A análise da grande epopeia bíblica segue mais além e vai até o exilio dos judeus para a Babilônia, durante o império caldeu e a sua volta para Jerusalém depois da conquista persa. Mas ai os registros são mais confiáveis e as escavações arqueológicas não oferecem material para muitos questionamentos. O que releva, desse estudo não é o fato de a Bíblia ter razão ou não. Ela sempre terá razão para os olhos dos crentes e não terá para quem a lê com outros olhos. Um conflito entre a fé a razão não tem nada de construtivo. O que não se pode é evitar a discussão do assunto com a justificativa de que se trata de questão de fé, e assuntos de religião não se discutem. O que se põe aqui, na verdade, é uma questão político-ideológica que tem sido causa de conflitos há muitos milhares de anos. Não há fé que justifique a morte e a pilhagem da casa alheia; nem religião que dê justo fundamento à guerra. Deus não dita o Direito; este é quase sempre o resultado da vontade de quem vence. Mas ele administra a Justiça. Por isso é que as leis nem sempre são justas. Mas o mundo, em si mesmo, normalmente é.

É nesse sentido que a obra de Finkelstein e Silberman merece ser lida e refletida.



sábado, 10 de novembro de 2012

SOBRE OBAMAS, CRISTINAS KIRCHNER, LULAS E DILMAS.




A economia não é mais o carro-chefe nas eleições modernas. Tampouco importam as revelações que dão conta que o partido vencedor está envolvido em crimes, que o candidato a ou b é gay, ou ex-viciado em coca. Não, o que ganha eleições é a desinformação, isto é, quem engana mais, quem desinforma mais. Não estou falando de simples mentiras, mas de uma agenda completa de ofertas fáceis, liberalização de costumes, ataque às religiões, à tradição, quase uma agenda satânica. Obama é o Lula americano. Para a mídia mundial ele é o cara, embora mentiroso, ex-viciado, pró-islã, anticristão, e até nascido no Kenia, como se traiu sua mulher falando demais durante a campanha. O povo não está nem aí. Tem medo das repercussões se ficar contra e votar contra, porque teme ser chamado de conservador, atrasado, reacionário, que está atrasado em relação ao seu tempo, etc.

O mesmo se diz de Lula e Dilma. Não importa se o PT está sendo revelado como mandante do maior crime de corrupção da história do país. Seus eleitores se deixaram convencer (através de um longo processo de lavagem cerebral gramscista) que essas incidências não alteram o fundamental da sua escolha eleitoral: esses candidatos são da esquerda, são socialistas e comunistas, mas o que isso tem de mau? A direita é o mal; a direita é o atraso, a direita é retrocesso, mesmo embora progresso algum tenha sido feito, nem tampouco a população tenha ficado mais feliz, como gosta de rezar a ingenuidade psicológica em ululante maioria na grande imprensa. Por falar nisso, vem aí a felicidade obrigatória decretada por algum psicólogo e/ou psiquiatra de miolo mole. Deve ser a felicidade das drogas liberadas.


A grande imprensa ajuda a explicar porque a contradição da falsa felicidade é tão facilmente vendida às consciências. A grande mídia é parte essencial nessa lavagem cerebral. Trinta anos repetindo mentiras e slogans socialistas, não só torna o povo socialista sem o saber, como ele ainda defende com unhas e dentes, embora cada vez menos afiados e presentes, o senhor que o escraviza.

Mas se a imprensa diz que eu não sou escravo, então eu não sou”. “Se a grande imprensa diz que eu sou feliz, então eu sou feliz e não sabia”. “Obrigado Jornal Nacional”. “Obrigado David Coimbra por me deixar saber que Lula e Obama são heróis”. “O que seria de mim se não existisse a imprensa que me deixa feliz, confortável e seguro de que o meu voto foi bem dado”. “Não tenho palavras...”. Isso lembra a piada irônica do comediante americano Grouxo Marx: "vocês acreditam nos seus olhos ou nas minhas palavras?"


E o povão não tem mais palavras, assim como não sabe ler nem escrever. Apenas acredita. E assim o povão enganado por profissionais militantes – intelectuais orgânicos na categorização de Antonio Gramsci – segue sua vidinha enchendo de poder quadrilhas inteiras como as que ocorrem na Argentina e no Brasil. Um fenômeno psicológico (e pasmem, escondido dos próprios psicólogos) que está atuando nas mentes débeis explica essa brutal contradição: chama-se dissonância cognitiva. Por conta da dissonância cognitiva o povo não quer saber o que está ocorrendo na realidade. Isso lhe custaria muito raciocínio, sacrifício, arrependimento (dar o braço a torcer), e até um pequeno investimento em informação. Mas o coitado, enganado como nunca, é levado a pensar que, vendo o Jornal Nacional antes da novela que o aliena, que comprando e lendo os jornalões do país, está bem informado. Até jornalistas bem conscientes de como opera a dissonância cognitiva acreditam e defendem que o cidadão que compra mais de dois jornais está bem informado. Isso é ingenuidade, embora essa ocorra mais facilmente naqueles que tem uma quedinha por um ditador populista, comunista, gauchesco, de fartos bigodes. Aliás, populismo não: socialismo.


Daí os comentários mentirosos, profundamente desinformadores dos davis coimbras mundo afora. “Obama é herói’. Para esses comentaristas engajados na vitória do socialismo que se imaginam portadores de uma mente aberta às novas idéias (coincidentemente idéias comunistas!), que são liberals quando falam inglês e, portanto, são certinhos e corretinhos politicamente falando, Obama é um herói e que ele representa a Nova América. Alto lá: em uma população de 320 milhões de pessoas Obama recebeu votos de 53 milhões de pessoas, aproximadamente um sexto da população. Dilma Roussef foi eleita com 52% dos votos dos brasileiros; Haddad foi eleito prefeito em São Paulo com 3,5 milhões de votos, um pouco mais da votação do Serra. Isso não deveria levar tais comentadores a conclusões absolutas da vitória das idéias da esquerda sobre as idéias da direita conservadora. A tendência das sociedades modernas votar em idéias socialistas é uma realidade. Mas porque o fazem? Por que a direita foi satanizada pela propaganda globalista. Houve tempos que era o contrário.


O episódio atual na Argentina, onde a presidente maluca está tendo sua credibilidade erodida (dolorosamente para os egos comunistas) por multidões que acorrem às ruas, e outras multidões que nem saíram de casa, mostra também um arrependimento eficaz. O fenômeno da dissonância ficou explícito e isso está provocando horror nas hostes comunistas do Foro de São Paulo na Argentina. Parece que Cristina Kirchner está com os dias contados. Mas assim pensaríamos do lulopetismo e seu papel corrupto no Brasil em toda a história da ascensão do socialismo ao poder? Ainda é cedo para afirmar isso; o Brasil não é a Argentina. Tenho que admitir que o povo argentino não é covarde. Pelo contrário, o povo argentino agora ataca quem tenta lhes subtrair a liberdade e a segurança econômica por atos movidos por puro fanatismo ideológico de coloração vermelha e por métodos fascistas. Aqui nós fomos roubados (com a ajuda da Zero Hora, do Jornal Nacional, da Folha de São Paulo, do Estadão, etc) e continuamos calados, com medo de ladrões. Essa “opinião pública”, e mais a educação ideológica a que nossos estudantes estão submetidos há duas décadas nos retirou a capacidade de reação.


A coisa só mudou de figura agora, onde o medo de morrer é o maior fator. Tal é o caso do TERRORISMO ora em curso em São Paulo. Centenas de assassinatos em 15 dias por motivos fúteis – as vítimas são escolhidas ao acaso para morrer – caracterizam ações TERRORISTAS. Mas os jornalões estão proibidos pelo PCC-PT, o partido criminoso que está por trás dessas mortes, a divulgar e publicar a palavra TERRORISMO. Anos atrás Lula determinou que o TERRORISMO não existe no Brasil. E desde então a palavra e os atos TERRORISTAS desapareceram da imprensa. Agora, de novo, as famílias dos mortos são obrigadas a aceitar a tese do Estado que TERRORISMO não houve nessas mortes. Até quando ficaremos calados e aceitaremos o que está na cara? Haja dissonância cognitiva e medo, muito medo, para que este silêncio continue!


Tal o efeito da propaganda e da desinformação. Isso aconteceu de forma similar com o próprio Obama que, antes mesmo de tomar posse em 23 de janeiro de 2009, foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz! Incrível a desfaçatez da Nova Ordem Mundial! Foi o primeiro Prêmio Nobel Preventivo da história. Obama então ficou impedido de declarar guerras. Mas achou quem o fizesse por ele, e assim a farsa do herói pacificador foi construída para os puxa-sacos otários o elogiarem anos depois.

Conclusão: a salvação são os jornalistas amadores, isto é, nós. Nós não temos compromisso com o crime organizado em partidos políticos. Não aceitamos causas ideológicas para cometimento de crimes. Nós não aceitamos crime algum, e queremos a mesma cadeia para quem comete crimes!



sábado, 3 de novembro de 2012

O ARMÁRIO DO PT TEM 9 ESQUELETOS (conhecidos)



                                                      vezes três



A lista de mortos ligados ao caso impressiona. Além do próprio Celso, há mais oito (digo eu). Um é o garçom Antônio Palácio de Oliveira, que serviu o prefeito e Sérgio Sombra no restaurante Rubaiyat em 18 de janeiro de 2002, noite do sequestro. Foi assassinado em fevereiro de 2003. Trazia consigo documentos falsos, com um novo nome. Membros da família disseram que ele havia recebido R$ 60 mil, de fonte desconhecida, em sua conta bancária. O garçom ganhava R$ 400 por mês. De acordo com seus colegas de trabalho, na noite do sequestro do prefeito, ele teria ouvido uma conversa sobre qual teria sido orientado a silenciar.

Quando foi convocado a depor, disse à Polícia que tanto Celso quanto Sombra pareciam tranquilos e que não tinha ouvido nada de estranho. O garçom chegou a ser assunto de um telefonema gravado pela Polícia Federal entre Sombra e o então vereador de Santo André Klinger Luiz de Oliveira Souza (PT), oito dias depois de o corpo de Celso ter sido encontrado. “Você se lembra se o garçom que te serviu lá no dia do jantar é o que sempre te servia ou era um cara diferente?”, indagou Klinger. “Era o cara de costume”, respondeu Sombra.

Vinte dias depois da morte de Oliveira, Paulo Henrique Brito, a única testemunha desse assassinato, foi morto no mesmo lugar com um tiro nas costas. Em dezembro de 2003, o agente funerário Iran Moraes Rédua foi assassinado com dois tiros quando estava trabalhando. Rédua foi a primeira pessoa que reconheceu o corpo de Daniel na estrada e chamou a polícia.

Dionízio Severo, detento apontado pelo Ministério Público como o elo entre Sérgio Sombra, acusado de ser o mandante do crime, e a quadrilha que matou o prefeito, foi assassinado na cadeia, na frente de seu advogado. Abriu a fila. Sua morte se deu três meses depois da de Celso e dois dias depois de ter dito que teria informações sobre o episódio. Ele havia sido resgatado do presídio dois dias antes do sequestro. Foi recapturado. O homem que o abrigou no período em que a operação teria sido organizada, Sérgio Orelha, também foi assassinado. Outro preso, Airton Feitosa, disse que Severo lhe relatou ter conhecimento do esquema para matar Celso e que um “amigo” (de Celso) seria o responsável por atrair o prefeito para uma armadilha.

O investigador do Denarc Otávio Mercier, que ligou para Severo na véspera do seqüestro, morreu em troca de tiros com homens que tinham invadido seu apartamento. O último cadáver foi o do legista Carlos Delmonte Printes.

(site do jornalista Reinaldo Azevedo na Veja)


Relembrando:


                         
1) Prefeito Toninho do PT, de Campinas, assassinado a tiros em 11 de setembro de 2001 por razões semelhantes às de Celso Daniel: desentendimento na divisão dos roubos. (eu acrescento)







                                  Sua viúva até hoje espera uma explicação de Lula
                                                      



2) Celso Daniel: Prefeito de Santo André, SP. Assassinado em janeiro de 2002. Era bissexual, causa de chantagem, além da suspeita de corrupção. Não se dava com seus irmãos, o João, médico, e Bruno, dentista. Este último vive na França para não morrer no Brasil. A mulher com quem estava casado à época do crime fingiu chorar em público e até no programa da Hebe Camargo. Sua primeira mulher é Miriam Belchior, atual ministra de Dilma.



                                 
                                 Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André



3) Antonio Palacio de Oliveira: garçom do restaurante Rubayat. Assassinado em fevereiro de 2003. Um dos últimos a ver vivo Celso Daniel.

4) Paulo Henrique Brito: testemunha da morte do garçom. Assassinado em março de 2003

5) Iran Moraes Rédua: reconheceu o corpo de Daniel. Assassinado em dezembro de 2003

6) Dionizio Severo: suposto elo entre quadrilha e Sombra. Assassinado – abril de 2002

7) Sérgio Orelha: Amigo de Severo. Assassinado em 2002

8) Otávio Mercier: investigador que ligou para Severo. Morto em julho de 2003.

9) Carlos Delmonte Printes: legista encontrado morto em 12 de outubro de 2005. O legista no seu laudo atestou tortura no cadáver de Celso Daniel – o PT não gostou, isso estragava a versão de crime comum, seqüestro seguido de morte.

Os suspeitos de sempre, denunciados por Bruno Daniel na CPI:





Gilberto Carvalho. Braço direito de Celso Daniel em Santo André. Secretário Geral da Presidência da Repúbica de Lula por oito anos. Ainda é Secretário Geral no governo Dilma Roussef. Era o homem que, segundo João Daniel, médico, irmão do prefeito assassinado, levava dinheiro em mala para José Dirceu, então presidente nacional do PT.





José Dirceu. Corruptor ativo e sub-chefe de quadrilha condenado.





Luiz Eduardo Greenhalgh. Ex-deputado federal do PT. O homem que criou a versão mentirosa de crime comum. Mentiu também ao afirmar contra o laudo do legista que Celso Daniel não foi torturado.
Milionário, é o advogado que ganha porcentagens na concessão de indenizações às "vítimas da tortura". São milhares essas ''vítimas". As "indenizações" já passam de 3 bilhões de reais!



O "Sombra". Se não fosse o Marcos Valério abrir o bico ele levaria toda a culpa.




                                     


                                          Todos petistas? Com quem casei minha filha!