domingo, 13 de fevereiro de 2011

iJesus


A mais nova versão da religião de Jesus, pelo menos na mídia eletrônica, foi lançada no Estado de Indiana. Trata-se do aplicativo que pode ser comprado por US$ 1.99 (R$ 3,30) na iTunes, a loja virtual da Apple. Confiram no site http://www.littleiapps.com/.



                             Confession: A Roman Catholic App



A novidade é tão boa (para a Apple) que a Igreja Católica reclamou através de um dos seus representantes, contrário aos seus colegas, dois iPadres e um iBispo que comeram da maçã mordida.

                                   

A iDéia deste pecado não é nova, entretanto. As vendas de iNdulgências no século XV/XVI precipitaram o protestantismo de Lutero, e a iGreja nunca mais foi a mesma, embora exista quem afirme que ela não mudou nada. Confesso que não esperava isso, que não acreditava que um lance de marketing poderia impulsionar a iGreja. Não conheço nenhum acerto econômico entre as duas partes que pudesse elevar as vendas no mercado católico, mesmo que seja um proselitismo católico empreendedorista não-autorizado.




A reação do iVaticano foi imediata. Um tal de Lombardi (o fantasma do programa do Silvio Santos?), afirmou que um iPhone carregado com o programa da Little iApps não substitui um iPadre de carne iOsso. Tais iPadres andam escassos e além disso a, memória do aparelho é tão grande que suporta facilmente 15 Gb de pecados sem precisar carregar a bateria. São vantagens mercadológicas que o IVaticano não pode desprezar.






Depois da confissão ao toque de um dedo, por que não um aplicativo de comunhão? O mercado já deve ter pensado nisso e eu não estranharia se o Bill Gates, para estimular o share, já não estivesse criando o seu software de arrependimento virtual na Microsoft – que poderia se chamar Repent Yourself (Arrependa-se Você Mesmo). Neste último o cliente neocatólico ou católico re-habilitado poderia aparecer publicamente em video dando seu testemunho sincero. Em troca acumularia créditos para o iCéu e torpedos iLimitados.



 Não duvidem do mercado! Vale tudo na guerra entre os  gigantes da comunicação espiritual. Além disso, se o cliente for brasileiro e fizer um convênio com o governo Dilma Bruxev, não vai para a cadeia.






Por falar em espiritualidade, a tendência moderna que substituiu a iReligião, não demorará e o mundo etéreo lançará o iQuinta Dimensão para arrebentar com o mercado. Uma joint adventure sagrada da turma do fora do corpo com new agers espiritualistas, levaria tudo de roldão. Ninguém resiste a um programa que se carrega quando você está dormindo ou modulando um Om na frequência do planeta (7,8 Hz). Além disso, a interface enevoada do software é muito mais sensitiva e fica muito mais amigável, principalmente se você beber antes uma CannaCola bem geladinha.



               o primeiro refrigerante de maconha


 Mas há dados inquietantes nisso tudo. Por exemplo, uma das perguntas que o comprador no iTunes tem que responder na hora de sincronizar os computadores, é se ele não esteve envolvido em práticas ocultas. Se isso não é propaganda subliminar do iDiabo, que raio de coisa é essa? O que é isso de levantar a bola do iDiabo? Assim é Como o iDiabo Gosta.

E tem mais: o programa da Little iApps estimula as pessoas a se sentirem culpadas, em pecado, e com a consciência pesada. E para isso oferecem uma solução barata: um app a US$ 1.99. Isso é a banalização eletrônica do iMal. A iGreja no 1.99? Alguém tem que reagir se não o iVaticano perderá o monopólio do exame de consciência para um rival muito mais na moda e moderninho. Nunca a consciência humana custou tão pouco! 













sábado, 5 de fevereiro de 2011

A Revolução da Chinelagem Socialista

A melhor imagem da chinelagem egípcia é, sem dúvida, esta, abaixo:





Mas que não se pense que estou a falar da chinelagem popular, a revolução dos pobres, que foi reprimida pela cavalaria e a camelaria (isto existe?) egípcia em favor do governo atual. Não, a chinelagem é finória, disfarçada, e eletrônica. Me explico. Já percebi que a armação da revolução egípcia “espontânea” foi toda ela tecida de modo que parecesse à opinião pública que ela tinha sido uma revolução dos “jovens”, dos freqüentadores das redes sociais – o Facebook em especial. É tudo conversa fiada. Por trás dessa falsa espontaneidade estão o Partido Comunista do Egito e a Irmandade Islâmica, tradicionais inimigos do regime do autoritário Hosny Mubarak. Agora é que os egípcios ficarão sob o tacão de uma ditadura totalitária, e ainda atrasada e religiosa. Novamente se repete a farsa de se demonizar um regime autoritário para legitimar um regime totalitário que tem simpatias por ditaduras comunistas. Vemos isso no Brasil desde o governo FHC.



Depois de 2 semanas de manifestações, e com sinais seguros que o governo Mubarak não se sustenta mais, as até então “omissas” e “desinteressadas” instituições citadas, botaram as manguinhas de fora.

O Partido Comunista do Egito já se manifestou, e logo se postulará como candidato à sucessão “democrática” do regime de Mubarak.

A hora da verdade está próxima e o momento decisivo chegou quando o povo egípcio pronunciou sua palavra final reafirmando a necessidade de derrubar Mubarak e mudar seu regime. Parece que o regime de tirania está vivendo seus últimos momentos, especialmente porque os amos norte-americanos o abandonaram como consequência da revolução em marcha do povo e de sua escalada por toda parte no Egito” (parte do pronunciamento do PC do Egito).

Este é o discurso comunista padrão como se lê no site esquerdista chinelão Opera Mundi. O PC ataca os Estados Unidos, mentindo que Obama é seu adversário. E fala em nome do povo.

A centelha de revoltas “espontâneas” de facções fundamentalistas, apoiadas pelo Hamas e o Hesbolah, não foi produzida pelas redes sociais, a não ser que elas sejam chamadas pelo seu nome verdadeiro: redes socialistas de comunicação e desinformação. Hoje o coletivismo stalinista é eletrônico e politicamente correto. Quem entender isso verá que um mínimo de sangue é necessário para desencadear ondas de protestos onde, e somente onde, os fundamentalistas terroristas não estão no poder. Em outro momento posso ampliar o que está por trás das “redes sociais”. Por ora basta dizer que essa onda moderna de total visibilidade e comunicabilidade é uma forma disfarçada de coletivismo. Tais redes sociais estimulam o share (o compartilhamento); a “comunidade” (a gemmeinschaft) de Marx contra a gesselschaft (a sociedade mais ampla e diversa). A onda agora é comunhão de atitudes, a padronização das ações, e a uniformidade final, ou seja, tudo aquilo que é mais facilmente controlável por governos cada vez mais centralizadores de poder, até o limite da entrega de todos à Nova Ordem Mundial. E o povão, especialmente o mais jovem, navega nessa maionese azeda das ditaduras maquiadas. Isso é o que é Orkut, Facebook, Twitter, Ping, e outros nomes chiques e eletrônicos da mesma e velha safadeza. Imagens com esta abaixo ajudaram a compor o perfil da revolução dos "jovens moderninhos", como este que promete proteger os "caros turistas".




De volta ao Egito, ressalta o papel do governicho do Barack Hussein Obama, agente da transformação islâmica internacional, atualmente no cargo de presidente dos Estados Unidos. Barack, um chinelão viado, que nem americano é, conseguiu enganar um país inteiro, mas não teria sucesso se antes o caminho não estivesse pavimentado por várias décadas de socialismo universitário e midiático. A própria Nova Ordem Mundial, que não tem cor, e não está nem aí para o socialismo, o capitalismo, ou qualquer autoritarismo, colocou Barack Obama no poder nos Estados Unidos, como antes tinha colocado  o Mubarak no poder no Egito. Agora a chinelagem socialista chegou ao Egito e Obama cumpre seu papel patético. Pobre Egito. Pobres 82 milhões de egípcios – se a coisa estava ruim, agora vai piorar com a chinelagem socialista islâmica.

Os comunistas egípcios e internacionais nunca perdoaram a derrocada do regime pró-Moscou de Gamal Abdel Nasser.

Gamal Abdel Nasser e Nikita Kruschev


Tampouco os fundamentalistas islâmicos: assassinaram Anwar el Sadat (à esquerda na foto) que negociou a paz com Israel.




Hosny Mubarak sucedeu Sadat e evitou que o Egito se transformasse totalmente em um fantoche russo.

Mas o braço do comunismo é longo e protegido pelos novos ventos da Nova Ordem Mundial que agora sopram em favor das revoluções socialistas.

Chegou a vingança da chinelagem comunista que usa de todos os meios para derrubar seu inimigo mais bem sucedido. Mas isso o Twitter não pia, ou o Facebook mostra o perfil, e os panfletos eletrônicos da mídia divulgam.